Para o sacerdote Jose Eduardo De Oliveira e Silva, a compreensão do que significa ser um ministro ordenado passa necessariamente pelo modo como este se comporta e se percebe dentro do mistério celebrado. A personalidade do presbítero deve ser absorvida pela pessoa de Cristo no momento em que ele atua em nome da Igreja.
- Como se manifesta a identidade sacerdotal na liturgia?
- Qual é a importância da tradição para a identidade sacerdotal na liturgia?
- Como a identidade sacerdotal na liturgia educa os fiéis?
- O compromisso com a excelência ritual protege a comunidade cristã de cair num horizontalismo estéril que esvazia a religião do seu sentido transcendente
Neste artigo, exploraremos a dimensão ontológica do ministério, a importância da transparência do sinal sacramental e como a conduta do clero no altar revela a verdade do seu chamado: entenda como a identidade sacerdotal na liturgia é a chave para uma evangelização profunda e transforme a sua visão sobre o ministério através desta análise teológica.
Como se manifesta a identidade sacerdotal na liturgia?
A essência do ministério não se encontra em uma função social ou administrativa, mas na configuração específica a Cristo, Cabeça e Pastor do rebanho. Como aponta o Pe. Jose Eduardo De Oliveira e Silva, a identidade do consagrado brilha com mais intensidade quando ele se torna um canal límpido da graça, sem deixar que os seus próprios gostos ou opiniões obscureçam o rito. No santuário, o homem desaparece para que o Senhor apareça, exigindo do ministro uma consciência aguda da sua missão como representante da Igreja Universal. A identidade sacerdotal na liturgia é uma realidade que exige morte para si mesmo e um renascimento constante na caridade pastoral.
Qual é a importância da tradição para a identidade sacerdotal na liturgia?
A inserção do presbítero numa sucessão apostólica milenar garante que a sua ação não seja um evento isolado, mas parte do fluxo de vida da Esposa de Cristo. A fidelidade à herança recebida é o que mantém a autenticidade do serviço presbiteral ao longo das eras. A identidade sacerdotal na liturgia fortalece-se quando o ministro reconhece que ele é o guardião de um tesouro que não deve ser manipulado, mas transmitido com zelo e amor. Quando o subjetivismo toma o lugar das normas eclesiais, a identidade do ministro fica fragmentada e a fé do povo pode ser confundida por inovações indevidas.
A relação entre o altar e o sacrário deve ser o centro gravitacional de toda a existência do homem de Deus. De acordo com o Pe. Jose Eduardo De Oliveira e Silva, a identidade sacerdotal na liturgia atinge a sua plenitude na adoração eucarística, onde o sacerdote encontra o descanso para o seu cansaço e a luz para as suas decisões. O modo como o clero trata a Sagrada Eucaristia é o termômetro mais preciso da sua saúde espiritual e da sua coerência vocacional. A dignidade no trato com os vasos sagrados e o respeito pelas normas da Igreja são as assinaturas de um coração que ama a Cristo acima de todas as coisas e reconhece a Sua presença real.

Como a identidade sacerdotal na liturgia educa os fiéis?
A santidade do ministro no altar possui um impacto silencioso, porém devastador, sobre a mediocridade do mundo secularizado que nos rodeia. O sacerdote Jose Eduardo De Oliveira e Silva ressalta que a postura do celebrante educa o olhar do fiel para a adoração e para o temor de Deus, que é o princípio da sabedoria. A identidade sacerdotal na liturgia funciona como um espelho da santidade divina, convidando cada batizado a também buscar a perfeição na sua própria vocação específica. Dessa forma, a liturgia torna-se o lugar da grande escola da fé, onde o mestre e o discípulo aprendem juntos a arte da entrega e da oblação sincera ao Pai.
O compromisso com a excelência ritual protege a comunidade cristã de cair num horizontalismo estéril que esvazia a religião do seu sentido transcendente
A beleza da identidade sacerdotal na liturgia reside na sua capacidade de apontar sempre para o alto, para as realidades que não passam com o tempo. Ao vivermos com integridade o nosso papel no santuário, garantimos que a chama da esperança continue a arder nas trevas da história. Que a nossa identidade seja sempre um reflexo daquela luz que emana do Ressuscitado, conduzindo todos os homens ao abraço misericordioso do Deus Vivo.
O sacerdote é o sinal visível de uma graça invisível que sustenta a Igreja em sua peregrinação rumo ao céu. Que a nossa oração pelos sacerdotes seja constante, para permanecerem fiéis à sua identidade e sejam sempre testemunhas vibrantes do amor que vence a morte e santifica a história humana.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

