Para o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, escolher contenções é decidir como a obra vai lidar com risco, cronograma e impacto no entorno desde o primeiro corte no terreno. Essa decisão não pode ser tratada como item isolado, porque a contenção influencia escavação, estrutura, impermeabilização e até acabamento de subsolos. Se você busca um caminho mais seguro e previsível, continue a leitura e enxergue os fatores que realmente mudam o jogo.
Deslocamentos admissíveis em contenções: Quando o entorno define a solução?
Em contenções, o risco raramente está apenas no interior do lote. O entorno costuma ser o maior condicionante: edificações vizinhas, redes enterradas, pavimentos próximos e estruturas sensíveis a recalques. Por conseguinte, a contenção ideal não é apenas a mais resistente, mas a que apresenta comportamento mais estável sob as etapas de escavação e carregamento.
Como observa o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o ponto decisivo é a previsibilidade de deformação. Quando o sistema reduz a variação de desempenho entre trechos, a obra ganha controle e diminui o espaço para correções emergenciais, que normalmente aparecem tarde e com custo alto.
A decisão que protege prazo e logística
A solução de contenção também precisa conversar com a sequência de escavação e com a logística do canteiro. Tendo como referência o ritmo de obra, sistemas que exigem etapas longas ou interferem demais no avanço podem pressionar o cronograma, mesmo que tenham bom desempenho estrutural. Da mesma forma, uma contenção que permite avanço mais contínuo tende a estabilizar o fluxo entre escavação, impermeabilização e estrutura definitiva, reduzindo paradas por incompatibilidades.

Nessa leitura, a obra não escolhe apenas um sistema técnico. Ela escolhe um modo de produzir. Segundo o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o melhor sistema é aquele que suporta o terreno e, ao mesmo tempo, sustenta uma sequência executiva coerente, com menos variabilidade entre ciclos.
Quando a geometria vira restrição?
Em subsolos, cada centímetro importa. Limites de divisa, afastamentos mínimos e interferências com elementos existentes podem restringir o tipo de contenção viável. Assim sendo, a escolha ideal precisa considerar o espaço que o sistema ocupa, o alinhamento final desejado e a facilidade de compatibilizar impermeabilização, drenagem e estrutura interna.
Além disso, contenções têm interfaces críticas com acessos, rampas, poços de elevador e áreas técnicas. Quando essas interfaces não são tratadas como parte do desempenho, surgem ajustes de última hora que aumentam custo indireto e reduzem a qualidade percebida. A compatibilização não é detalhe: ela define se a obra avança com padrão ou se acumula exceções.
Controle de execução em contenções: Tolerâncias como fator de qualidade final
Contenção é geometria estrutural. Prumo, alinhamento e continuidade influenciam a distribuição de esforços e a facilidade de avançar com as etapas seguintes. Como resultado, uma contenção com variações de tolerância tende a exigir correções em impermeabilização, regularizações e adaptações internas, consumindo tempo que não aparece no orçamento inicial, mas pesa no custo total.
Na visão do Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, o sistema ideal é aquele que permite controle mais confiável no campo, porque o canteiro real tem limitações. Quando a solução escolhida favorece repetição, inspeção e verificação objetiva, a obra reduz risco de desvios e protege o desempenho de longo prazo.
A escolha ideal é a que reduz incerteza
Contenções exigem decisão técnica integrada: solo e água, deslocamentos admissíveis, sequência executiva, espaço disponível e controle de tolerâncias definem o sistema mais coerente para cada obra. O ideal não é o mais popular, e sim o que entrega comportamento previsível com menor risco no entorno e menor custo oculto no cronograma. Como resume o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, quando a contenção é escolhida para controlar variabilidade, a obra ganha segurança, ritmo e qualidade final.
Autor: Carmen López

