A agricultura moderna vive uma das maiores transformações de sua história, como expõe o empresário e fundador, Aldo Vendramin. O solo, antes tratado apenas como base produtiva, agora é compreendido como um organismo vivo, essencial para o equilíbrio ambiental e econômico das propriedades. Nesse cenário, os biofertilizantes ganharam protagonismo, tornando-se uma alternativa viável, lucrativa e sustentável aos insumos químicos tradicionais.
Investir em biofertilizantes é investir no futuro do campo, e a tendência não é apenas ecológica, é estratégica, pois une produtividade, economia e responsabilidade ambiental. Venha compreender mais desse investimento em sua totalidade e como entrar nele!
O que são biofertilizantes e por que estão em alta?
Os biofertilizantes são produtos obtidos a partir de micro-organismos vivos, como bactérias, fungos e algas, que atuam na nutrição das plantas e na regeneração do solo. Diferentemente dos adubos químicos, eles não apenas fornecem nutrientes, mas também restauram a microbiota natural e melhoram a capacidade de absorção das culturas.

Com a publicação da Instrução Normativa nº 61/2020 do MAPA, o mercado ganhou regras claras, estimulando a produção nacional e atraindo novos investidores. Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de biofertilizantes, e o setor cresce cerca de 25% ao ano, movimentando bilhões e gerando novas oportunidades de negócio. Aldo Vendramin ressalta que essa expansão reflete uma mudança de mentalidade, visto que o produtor entende que cuidar do solo é cuidar do patrimônio mais importante da fazenda.
Quanto custa investir em biofertilizantes?
O investimento em biofertilizantes varia conforme o tipo de produto, a cultura e a escala de aplicação. De forma geral, os custos podem ser classificados em três categorias:
- Compra de produtos prontos: o litro de biofertilizante líquido industrializado varia entre R$ 12 e R$ 40, dependendo da concentração e da marca. Para pequenas e médias propriedades, o investimento médio anual gira em torno de R$300 a R$600 por hectare.
- Produção própria: com estrutura simples e conhecimento técnico, o produtor pode produzir biofertilizantes a partir de resíduos orgânicos da fazenda (como esterco, restos vegetais e água). O custo cai significativamente, cerca de R$100 a R$200 por hectare, mas exige capacitação e controle de qualidade.
- Parcerias com cooperativas e startups: modelo crescente no país, que permite compartilhar tecnologia e dividir custos de produção, aumentando o retorno e o alcance de mercado.
Segundo Aldo Vendramin, a escolha do modelo depende do perfil do produtor, quem quer agilidade, compra. Quem quer autonomia, produz. O importante é ter estratégia e controle técnico.
O retorno financeiro e ambiental do investimento
Além da economia direta com insumos, os biofertilizantes geram ganhos cumulativos no médio e longo prazo. Estudos da Embrapa e de universidades agrícolas indicam que áreas que substituem parcialmente os adubos químicos por biofertilizantes registram:
- Aumento de até 20% na produtividade média;
- Redução de 30% nos custos com fertilização química;
- Melhoria significativa na retenção de água e na qualidade do solo.
Esses resultados explicam por que o biofertilizante deixou de ser visto como “produto alternativo” e passou a ser ativo estratégico no planejamento agrícola. Para o produtor, o retorno econômico vem em até duas safras, somado ao ganho de imagem e ao acesso facilitado a linhas de crédito verde.
Como investir com segurança?
O mercado de biofertilizantes cresce rápido, mas exige atenção e critérios técnicos. Para investir com segurança, Aldo Vendramin recomenda seguir algumas diretrizes fundamentais:
- Verifique o registro no MAPA: todo produto comercializado deve estar devidamente regularizado conforme a IN 61/2020.
- Avalie a compatibilidade com o tipo de cultura: cada biofertilizante atua em um grupo específico de plantas e condições de solo.
- Exija laudos e garantias: produtos de origem duvidosa podem comprometer a produtividade e a microbiota do solo.
- Acompanhe o desempenho técnico: use softwares de gestão ou aplicativos agrícolas para monitorar ganhos de produtividade e eficiência.
- Invista em capacitação: cursos rápidos e consultorias especializadas ajudam a entender o potencial real de cada produto.
O papel das cooperativas e das startups verdes
O ecossistema de inovação do agro vem impulsionando o uso de biofertilizantes. Startups e cooperativas agrícolas têm lançado soluções adaptadas à realidade de cada região, com formulações personalizadas e pacotes tecnológicos completos, incluindo sensores de solo e plataformas de monitoramento remoto.
Essas parcerias permitem que produtores menores também tenham acesso a tecnologias antes restritas a grandes propriedades, como menciona o senhor Aldo Vendramin, o futuro da agricultura regenerativa será colaborativo, quem compartilha conhecimento multiplica resultados.
Biofertilizantes e certificação verde
Outro atrativo importante é a relação entre biofertilizantes e certificação ambiental. Produtores que adotam práticas biológicas e reduzem o uso de químicos ganham vantagem na obtenção de selos como o Selo Verde Brasil, o Programa ABC+ e certificações de compensação de carbono. Além de acesso a novos mercados, essas práticas aumentam o valor agregado dos produtos agrícolas e fortalecem a imagem sustentável da marca rural.
Aldo Vendramin destaca que a sustentabilidade hoje é um ativo comercial. O produtor que se antecipa às exigências do mercado se torna mais competitivo e respeitado. Investir em biofertilizantes é unir produtividade, economia e compromisso ambiental. Com retorno técnico e financeiro comprovado, essa tecnologia representa o próximo passo da agricultura inteligente, um campo mais equilibrado, rentável e sustentável.
O segredo está em transformar inovação em rotina: Quem cuida do solo com responsabilidade, colhe prosperidade com consistência. E é exatamente isso que o biofertilizante oferece, resultado sustentável, com raízes profundas e frutos duradouros.
Autor: Carmen López

